Durante todo o mês de agosto, o OGMOSA promoveu uma programação especial em alusão ao Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa foi conduzida pelo Núcleo de Diversidade e Inclusão (NUDI) do OGMOSA e contou com uma programação construída para levar o debate a diferentes espaços da organização e, principalmente, aproximá-lo das pessoas.
Com o tema “Mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher”, a campanha percorreu os portos de Salvador e Aratu e reuniu momentos de informação, cinema, literatura, palestras, teatro e cuidado.
A iniciativa foi realizada em parceria com a Associação Mulheres & Portos e contou com o apoio institucional da CODEBA, além do apoio da Lei das Marias e da Casa da Mulher Brasileira.
A programação começou diretamente nos espaços de trabalho. O NUDI realizou ações de letramento sobre violência contra a mulher no Porto de Aratu, voltadas aos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), e também com os colaboradores administrativos do OGMOSA, no Porto de Salvador.
A proposta foi levar o tema para além dos conceitos e das campanhas tradicionais, criando um espaço de conversa e reflexão sobre comportamentos, relações e diferentes formas de violência que podem passar despercebidas no cotidiano.
A escolha de iniciar a campanha com ações de letramento também reforça uma das premissas do NUDI: a informação é uma ferramenta de transformação.
"Falar sobre violência contra a mulher é também falar sobre aquilo que muitas vezes foi naturalizado. O letramento nos permite reconhecer comportamentos, questionar padrões e compreender que combater a violência é uma responsabilidade coletiva.”
— Regina Reis, presidente do Núcleo de Diversidade e Inclusão do OGMOSA
Na semana seguinte, o debate ganhou uma nova linguagem com mais uma edição do Cine Pipoca da Diversidade.
A programação exibiu o filme “Querida Alice”, seguido de uma conversa sobre as chamadas violências silenciosas — aquelas que nem sempre deixam marcas visíveis, mas que podem estar presentes em relações abusivas, comportamentos de controle, manipulações e outras situações que frequentemente são naturalizadas.
A escolha do filme permitiu que o público refletisse sobre o tema a partir de uma narrativa cinematográfica, criando uma ponte entre a ficção e situações que podem fazer parte da realidade de muitas mulheres.
Ainda na segunda semana de ações, a campanha chegou às estantes.
A Biblioteca do OGMOSA recebeu novos títulos relacionados às temáticas de gênero, identidade, feminismo e trajetória de mulheres, ampliando o acervo disponível para trabalhadores e colaboradores.
Entre as novas obras estão “Em Busca de Mim”, de Viola Davis, e “Bem-Comportadas”, entre outros títulos.
Mais do que disponibilizar novos livros, a iniciativa buscou transformar a leitura em mais uma possibilidade de acesso à informação e à reflexão.
Afinal, uma cultura de respeito também se constrói a partir daquilo que escolhemos conhecer, questionar e compartilhar.
Um dos momentos centrais da campanha aconteceu no Auditório da CODEBA, em Salvador, na quarta semana de agosto.
O encontro reuniu palestras e uma programação artística voltada à conscientização sobre a violência contra a mulher. Entre os destaques esteve uma encenação teatral produzida pelo próprio Núcleo de Diversidade e Inclusão do OGMOSA, utilizando a arte como instrumento para provocar reflexão e aproximar o público de situações que fazem parte da realidade de muitas mulheres.
A programação também contou com a participação de convidadas e representantes de instituições parceiras, ampliando o diálogo sobre direitos, enfrentamento à violência e mecanismos de proteção.
Entre as convidadas estiveram Jeane Alves, auditora-fiscal do Trabalho, bacharela em Direito e coordenadora da CONAIGUALDADE; Celina Almeida, idealizadora da Lei das Marias e ativista pelos direitos humanos; além de Nessie Gusmão e Cátia Leite, representantes da Casa da Mulher Brasileira.
Para encerrar o mês, o NUDI promoveu, na sede do OGMOSA em Salvador, um momento terapêutico com Dandara Brazil, dedicado ao resgate da autoestima e ao empoderamento feminino.
Depois de semanas marcadas por informação, debate e conscientização, o encerramento trouxe uma dimensão ainda mais voltada para o cuidado e para a relação das mulheres consigo mesmas.
A proposta foi lembrar que falar sobre enfrentamento à violência também significa falar sobre autoestima, autonomia, reconhecimento e fortalecimento.
"O Agosto Lilás nos permitiu mostrar que a conscientização pode acontecer de muitas formas. Podemos conversar, assistir a um filme, ler um livro, assistir a uma peça, ouvir uma especialista ou simplesmente criar um espaço de acolhimento. O importante é não silenciar."
— Ruan Lopes, presidente do Núcleo de Diversidade e Inclusão do OGMOSA
Criado para fortalecer uma cultura organizacional baseada no respeito, na equidade e na valorização das diferenças, o Núcleo de Diversidade e Inclusão do OGMOSA atua na construção de espaços cada vez mais inclusivos dentro da organização.
No ambiente de trabalho, falar de diversidade e inclusão não significa apenas reconhecer diferenças. Significa também identificar barreiras, combater preconceitos, ampliar o acesso à informação e criar condições para que diferentes pessoas possam se sentir respeitadas e pertencentes.
E esse trabalho ganha uma dimensão ainda mais significativa quando inserido no contexto portuário.
O setor portuário historicamente é marcado por uma forte presença masculina, além de reunir diferentes perfis profissionais, gerações, histórias e realidades. Por isso, construir ambientes de trabalho mais inclusivos também é uma forma de acompanhar as transformações da sociedade e fortalecer relações profissionais baseadas no respeito.
Nesse cenário, o NUDI atua como um espaço de educação, diálogo e transformação cultural, promovendo ações que levam temas relacionados à diversidade para dentro da rotina do OGMOSA.
O Agosto Lilás é um exemplo dessa atuação: em vez de concentrar a discussão em uma única data, o Núcleo construiu uma programação que se estendeu durante todo o mês e utilizou diferentes linguagens para alcançar públicos diversos.
Porque combater a violência contra a mulher não é uma pauta de um mês. É um compromisso permanente.
O Agosto Lilás do OGMOSA foi possível a partir da união entre diferentes pessoas e instituições que compartilham o compromisso com uma sociedade mais justa e livre da violência contra a mulher.
A campanha teve realização do OGMOSA, por meio do Núcleo de Diversidade e Inclusão, em parceria com a Associação Mulheres & Portos, e contou com o apoio institucional da CODEBA, além do apoio da Lei das Marias e da Casa da Mulher Brasileira.
Ao longo de cinco semanas, informação, cultura, literatura, arte e cuidado se encontraram para lembrar que a transformação começa quando deixamos de naturalizar a violência e passamos a construir, juntos, novas formas de convivência.